As cinco letras

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letras

Era uma vez, uma letra. Grande, bonita, alta: era a letra A. Quando ela passava, todos diziam:
– Ah, que linda é! Quem será?
E ela respondia:
– Bom dia! Eu sou o A. A de Amor, como A de António e de Ana. A de Amarelo da cor do sol, A de Algarve onde vou passar férias, A de Atum, que é um peixe muito grande que vive no mar. A de Avião, que voa no céu, A de Atacadores que têm os sapatos que preciso atar para não tropeçar, A de Azul da cor do céu, sou uma letra bonita e muito importante.
– Ai sim?! Também eu! Disse outra letra que ia a passar. Eu sou o E. E de Elefante, animal poderoso, E de Elevador, que nos transporta pelos prédios acima, E de Espanha, o nosso país vizinho, E de Espada que nos defende, E de Eco que espalha a nossa voz quando gritamos.
– Ora, ora! Eu é que sou verdadeiramente importante – disse a letra I. I de Isabel, de Ivo, de Iguana sou Importante e Inteligente! Vivo na Ilha da Irlanda e falo Inglês!
– Oh, oh, oh! Eu é que sou o maior! – disse o O. Sou Orgulhoso, enorme como uma Orca, vejo tudo com os meus Olhos e oiço tudo com os meus Ouvidos. Brilho como o Ouro e sou fresco como o Orvalho!
– Nada disso! Disse o U. Eu sou ainda mais forte, tão forte como o Urso, os meus Urros ouvem-se por todo o lado, gosto de dormir à sombra do Ulmeiro e comer Uvas bem gostosas. Até há um herói com a letra U: Ulisses! Portanto eu é que sou o mais importante de todos!
Por um momento ficaram a olhar uns para os outros e de repente o A exclamou:
– Já sei! Por que é que não nos juntamos?! Somos todos importantes. Todas as palavras precisam de nós!
-Tens razão, disse o E.
– É verdade, disse o I.
– Muito bem, disse o O.
– Então estamos todos de acordo – disse o U.
E assim, surgiu o
AEIOU

A Joaninha que queria ser diferente…

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joaninha

>Era uma vez, uma família de joaninhas, o pai, a mãe, e 3 filhas. Todas vermelhas com pintinhas pretas. Iguais a todas as joaninhas do mundo.
Eram todas muito felizes, excepto a filha mais nova. Ela queria ser diferente.
– Por que é que temos de ser todas iguais?! – perguntava ela arreliada.
– Porque somos joaninhas, e as joaninhas são todas assim, vermelhas com pintinhas pretas – respondia, pacientemente a sua mãe.
– Mas eu não quero ser assim! Não gosto de vermelho, nem das pintinhas pretas! Quero ser de outra cor! – respondia irritada a joaninha.
– Mas não pode ser, dizia a mãe, se és uma joaninha, tens de ter estas cores.
– Não, não e não! – gritava a joaninha. E saiu a voar. Ia ela muito bem a voar, lá em cima, quando reparou num menino que estava a pintar. Tinha muitas cores: amarelo, azul, branco, verde…
– É isso! pensou ela – vou mergulhar naquelas tintas e mudo de cor!
E voou até chegar à paleta de cores, do menino, quando aterrou, escolheu a cor branca e mergulhou na tinta.
– Uau! Agora sou uma joaninha branca! Nunca se viu nada assim – pensou ela satisfeita.
Entretanto começou a caminhar sobre a tela que o menino estava a pintar, como a tela também era branca, ele não reparou naquele pontinho e zás, lá foi uma pincelada de verde.
– Oh que chatice! Agora pareço uma alface! Mas não faz mal, também nunca se viu uma joaninha verde – pensou ela a sorrir. E voou dali para fora, antes que o menino lhe desse outra pincelada. Pousou numa folha de couve, mas quando se preparava para descansar, a folha rasgou-se.
– o que é isto?! Pensou ela assustada. Era uma galinha que tinha dado uma bicada na folha.
– Ai, ai! Tenho que sair daqui! E levantou voo apressadamente. Tenho de escolher outra cor! E voou novamente até ao menino que estava a pintar.
– Acho melhor escolher o preto. Assim sempre me destaco em relação às outras cores! Pensou ela e lá voou até à cor preta, mergulhou e saiu de lá toda pretinha, das patas às antenas!
– ah, ah! Agora sim! – não me vão confundir! – pensou ela. E voou alegremente pelo céu. Como estava com fome viu, num jardim, muitas pessoas a fazer um churrasco.
– hum, ali deve haver comida! – e dirigiu-se para lá. Viu uma mesa cheia de coisas boas e já estava quase a tocar na comida, quando de repente, surge alguém a gritar:
– Sacudam essa mosca! Vai-te embora – era a dona da casa, que com o pano da louça, tentava acertar na joaninha.
– ai, ai, ai – gritava a joaninha. Tenho de sair daqui e depressa! E voou o mais rapidamente que as suas asinhas o permitiam até chegar a casa.
– Mãe! Chamou ela.
– Ajuda-me. Não quero mais ser diferente! Quero ser uma joaninha como todas as outras. Vermelhas com pintinhas pretas. – disse ela a chorar.
– Está bem, disse a mãe. Vamos tomar um banho para tirar essa tinta. Ainda bem que percebeste como é bom, cada um ser como é.
– Sim, quero ter as cores das joaninhas e quero pousar nas mãos das pessoas sem que elas me enxotem!
joaninha2

A Princesa solitária

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princesa

Era uma vez, uma linda princesa que vivia num castelo muito grande e muito bonito. Tinha muitos quartos, salas, jardins, mas a princesa andava sempre muito triste, porque apesar de ter muito espaço para brincar e muitos brinquedos não tinha ninguém para partilhar as suas brincadeiras.
Um dia, estava a menina à janela do seu quarto a chorar, quando apareceu uma linda fada que lhe perguntou: – Por que choras, bela princesa?
– Oh, tenho tantos brinquedos, mas não tenho ninguém para brincar, disse a princesa.
– Posso ajudar-te! Disse a fada.
– Tens de fazer 3 boas acções e depois eu convenço os teus pais, os reis, a abrirem os portões do castelo, para deixarem entrar os meninos que vivem na aldeia.
– Oh, sim, que bela ideia! O que tenho de fazer? – perguntou a princesa, já mais animada.
– Tens de olhar à tua volta, e ver quem precisa de ajuda. Tens até ao final do dia para cumprires as tuas tarefas. Se conseguires, eu volto para cumprir a minha parte. – disse a fada.- Está bem! Vou já começar. Obrigada, linda fada! Disse a menina, correndo para a porta. Até logo!
Quando chegou à porta, pôs-se a pensar… Quem é que precisa de ajuda, neste castelo tão grande, com tantos criados?! Vou tentar na cozinha!E lá foi ela, a correr dirigir-se à cozinha. Quando lá chegou, andava a cozinheira de um lado para o outro muito atarefada.– Posso ajudar? – perguntou a princesinha.

– Ai menina, Deus me livre! A sua mãe, a rainha, não ia gostar nada, que a menina ande aqui pela cozinha a sujar os seus lindos vestidos! – disse a cozinheira.
– Não faz mal, tenho muitos vestidos, se sujar este posso vestir outro. Respondeu a princesa.
– Mas queria muito ajudar. Posso? Diz-me o que posso fazer para te ajudar! Por favor!
– Está bem, está bem, estou mesmo a precisar de ajuda. – respondeu a cozinheira.
– Logo à noite vai haver um baile, e tenho de preparar toda esta comida! – respondeu mostrando com o braço, a bancada da cozinha, cheia de comida, muitas frutas, doces e bolos que precisavam de ser enfeitados.
– Se quer ajudar, podia começar por descascar esta fruta, para fazermos uma bela salada de frutas.
– Está bem, vou já começar. Disse a princesa. Sentou-se num banco, arregaçou as mangas e depois de lavar as mãos, lá começou ela a descascar maçãs, bananas, peras, laranjas, pêssegos, Kiwis, e a cortar tudo em pequenos pedaços, para colocar numa saladeira.- Já está! Disse ela, ao fim de algum tempo.

– Ai menina, que bela ajuda que me deu. Muito obrigada! – disse a cozinheira, feliz.
Até logo! Disse a princesa. E saiu da cozinha. Ainda faltam duas boas acções. O que hei-de fazer a seguir? – pensou ela.

Nisto, passa pelo corredor, a criada de quartos, muito apressada.
– Bom dia princesa. Adeus princesa. – disse ela enquanto passava.
– Espera! Onde vais com tanta pressa? – perguntou a menina.
– Tenho que distribuir estas toalhas por todos os quartos, antes dos convidados chegarem. Mas são tantos quartos… Tenho que me despachar – respondeu a criada.
– Talvez eu te possa ajudar… Dá-me metade dessas toalhas, eu coloco uma em cada quarto. Se dividirmos o trabalho, vai ser mais rápido. Vá lá… deixa-me ajudar!
– Está bem, se a menina não se importa, eu agradeço, é que tenho muitas outras coisas para fazer… – respondeu agradecida a criada.
– Até já! – disse a princesa, enquanto corria pelo corredor, carregada com as toalhas, e entrando nos muitos quartos do castelo.
Quando acabou, estava cansada, mas feliz, já só faltava uma boa acção. O que hei-de fazer agora? – pensou ela, enquanto olhava pela janela, para o jardim. Viu o jardineiro e teve uma ideia.
– Já sei! E correu para o jardim.
-Olá! Disse ela ao jardineiro. – Precisa de ajuda? Gostava de ajudar, posso??
– Boa tarde, princesinha! Como está a menina? Quer ajudar-me? Ora muito bem, e que tal apanhar estas lindas tulipas, enquanto eu apanho as rosas? É para enfeitar o salão de baile, para a festa de logo à noite. Disse o jardineiro.
– Está bem, vou já começar, respondeu a princesa, muito animada.
No final, tinha um grande ramo de lindas flores, que colocou em várias jarras, para enfeitar o salão. Está lindo! Pensou ela. Agora só me resta esperar que a fada volte a aparecer e consiga convencer os meus pais, a abrirem os portões do castelo, para os meninos e meninas da aldeia poderem vir brincar comigo!Subiu para o seu quarto e pôs-se à janela, à espera da fadinha. Será que ela vem? – pensava ela.
– Olá! Disse uma vozinha muito suave.
– Cumpriste a tua parte, agora vou cumprir a minha parte do acordo. – era a fada.
– Logo à noite vais ter uma surpresa – disse ela a sorrir. E desapareceu.
A menina ficou triste, então e agora?! Só me resta esperar – pensou ela.
Nessa noite, quando a menina se dirigiu para o salão de festas, verificou, com espanto, que além do pai e da mãe, estavam lá a fada, e todos os habitantes da aldeia! Os portões do castelo estavam abertos de par em par, e todos tinham sido convidados para a festa da Princesa! A menina ficou encantada, e muito feliz, a partir daquele dia, deixou de se sentir triste e sozinha, porque percebeu, que podemos sentirmo-nos bem quando ajudamos os outros e já não estamos sós.

A Fada Mariana…

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fada1


Era uma vez uma linda menina que tinha um sonho: ser fada. Não queria ser bailarina, médica ou professora. Apenas fada. Para quê? Para voar e ajudar os outros.
Ela já era uma menina meiga, simpática e amável, mas queria mais: queria solucionar os problemas das outras crianças.
Um dia, viu umas lindas asas azuis e uma saia rodada cor-de-rosa, com flores que se moviam quando ela dançava. É isto! – disse a menina, é isto que eu preciso para ser fada e já agora uns sapatinhos de ballet, leves como uma pluma, para eu concretizar o meu sonho.
E então, vestida com a sua saia nova, os sapatinhos e as asas começou a dançar feliz da vida, por que agora era uma verdadeira fada.
Foi ter com os seus amigos e apesar de eles acharem que ela estava muito bonita, não acreditaram que ela fosse uma fada.
– Isso são asas de brincar – disse um.
– E isso é roupa de ballet – disse outro e começaram a rir.
A menina ficou muito triste por os seus amigos não acreditarem no seu poder de fada. E foi-se embora.
A caminho de casa, ouviu um grito de dor, alguém que pedia socorro. Ela começou a correr na direcção de onde vinha o som, até encontrar uma menina, sentada no chão, a chorar.
– O que aconteceu? – perguntou a nossa fada.
– Ai, ai, ia a correr, tropecei numa pedra e magoei o meu pé – disse a menina ainda a chorar.
– Consegues andar? – perguntou a Mariana.
– Não disse a menina, dói muito.
– Oh, não te preocupes, eu vou-te ajudar! Sei de uma senhora que mora aqui perto, vou até lá a correr, pedir ajuda. Volto já!
– Espera – disse a menina. Tens umas asas tão lindas! Posso ficar com elas um bocadinho? Estou com tanto medo! Por favor!
– Claro, disse a Mariana. Tirou as asas e colocou-as ao colo da menina.
– Obrigado. És tão simpática – disse a menina com um sorriso.
– Pronto, eu volto já. Não te preocupes. E começou a correr até à casa mais próxima, para pedir ajuda.
A senhora prontificou-se a ir com ela, levando consigo uma caixa de primeiros socorros.
Quando lá chegaram, a senhora fez um curativo no pé da menina, que começou logo a sentir-se melhor.
– Obrigada! És uma verdadeira fada! – disse a menina.
– Não – respondeu a Mariana, tristemente, nem asas tenho…
– Não precisas, disse a simpática senhora, não precisaste de adereços para ajudar esta menina que estava em perigo.
Foste pedir ajuda rapidamente e não precisaste de asas para correr o mais rápido possível.
Foste uma verdadeira fada!
A Mariana alegrou-se e foram as três amigas lanchar a casa da simpática senhora que as ajudou.

Vitória, Vitória,
Acabou-se a história…
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O Natal

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Era uma vez, uma menina que não sabia o que era o Natal. Vivia sozinha, com um cão por companhia.
Um dia, muito frio por sinal, andava pelas ruas a admirar as luzinhas e os enfeites, eis que encontra outra menina, parecida com ela, pois eram duas meninas da mesma idade, mas muito diferentes: esta, vestia um casaco muito quente, e nas suas mãos enluvadas, grandes sacos carregava. Estava muito atrapalhada, a menina ao ver isto logo disse que ajudava, e com as suas mãos frias alguns sacos carregou.
– Obrigada! És muito simpática – disse a menina encasacada. Onde moras? Com quem vives? Será que não tens nada?!- Vivo sozinha, com o meu amigo – disse a menina cheia de frio.
– Podes vir comigo. Vou fazer uma festa de Natal, para todos os meus amigos. Já que foste tão simpática, queres ser minha convidada? – perguntou a menina encasacada.
– Obrigada! – disse a outra menina alegremente.
E foi nesse dia, que as duas meninas tão parecidas, mas tão diferentes, sentiram o que é o Natal:
– Ajudar os outros
– Fazer alguém feliz
– Ser amigo!
Vive tu também, um Feliz Natal, com todos os teus amigos!
Mariana Couto Maia
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