As minhas estórias

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…e agora, que  tenho 10 anos, até eu conto à minha mãe histórias sobre princesas e dragões, de fadas e elfos. Mas também eu  gosto de ouvir estórias contadas pela minha mãe à noite na cama bem aconchegadinha. 

um grande cumprimento da

Mariana.

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E se eu fosse… um cão?!

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Se eu fosse um cão,

gostava de correr,

pelos campos  com ervas altas,

mas depois tinha de comer.

Se eu fosse um cão,

gostava de ter uma cor bonita!

com os meus pelos curtos,

ia ser todo catita.

Se eu fosse um cão,

ia ter muito bom olfato,

mas não podia sujar

o meu lindo fato.

Se eu fosse um cão,

ia estar com muita atenção,

e seguia o meu dono,

com dedicação.

Se eu fosse um cão

e tu fosses meu amigo,

íamos brincar com o meu primo Rodrigo.
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As colheres de sopa

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Era uma vez, uma colher que se sentia muito triste porque na casa onde ela vivia só havia pessoas muito gordas. E a família das colheres, passava o dia dentro da gaveta, no escuro, a conversar.

Um dia, a colher de sopa mais nova perguntou aos pais:

– Porque é que nós não somos utilizados?

– Porque estas pessoas só comem coisas que fazem mal à saúde. – Respondeu a mãe

– O quê, por exemplo? – Perguntou a colherzinha.

– Pizas, batatas fritas, hambúrgueres, muitos molhos, doces, eu sei lá! Deviam era comer uma sopinha todos os dias, com muitos legumes, para lhes tirar a fome e dar-lhes todos os nutrientes que fazem bem à saúde. Uma sopa com cenoura, abóbora, alface, brócolos, courgete, batata, ou uma canja, que também faz muito bem! – disse a mãe.

– E se lhes deixasse uma carta?! É isso! Vou escrever-lhes uma carta. – Pensou a colherzinha.

Pôs-se a pensar e escrever o seguinte:

“Cara família,

Nós somos a família das colheres de sopa e estamos muito tristes por não sermos utilizadas.

Seria muito bom para nós, mas principalmente para vocês e para a vossa saúde, se comessem sopa todos os dias.

A sopa fornece muitas vitaminas e outros nutrientes muito importantes para a saúde. E nós íamos ficar muito contentes por sermos úteis, ao ajudar-vos a tornarem-se mais saudáveis.

Cumprimentos,

A família das colheres de sopa”

Quando, no dia seguinte, o filho da família foi à gaveta buscar os garfos e facas para pôr a mesa, viu um papel. Foi ter com a mãe e disse:

– Oh, mãe! Olha o que estava em cima das colheres de sopa!

A mãe sentou-se, leu a carta e respondeu:

-Acho que esta carta é muito importante… Vou fazer uma sopa!

– Sopa?! Admirou-se o filho, o que é isso?!

– É uma coisa que a minha mãe fazia quando eu era pequenina. Deixa ver se ainda me lembro de como se faz…

– Posso ajudar? Perguntou o filho.

– Claro, podes descascar as cenouras e as batatas enquanto eu vou lavar a hortaliça e pôr a panela ao lume.

Quando o pai chegou a casa, perguntou:

– Hum, que cheirinho é este?! Cheira tão bem!

– É sopa! Disse o filho.

– Sopa?! Há quanto tempo eu não como um bom prato de sopa… -suspirou o pai.

– Sim, vamos mudar alguns hábitos alimentares, começando por introduzir a sopa nas nossas refeições. Vamos ser mais saudáveis. – disse a mãe com ar sério.

– Muito bem! – responderam pai e filho ao mesmo tempo, já com apetite para comer aquela sopa quentinha que borbulhava na panela.

– Viva! – Gritaram as colheres dentro da gaveta! Vamos finalmente sair daqui e ter utilidade. Boa!

sopa

 

O menino pequenino…

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Era uma vez um menino, que não queria ir à escola. Porquê? Perguntam vocês. Porque ele era pequenino. Tinha seis anos, mas era baixinho e magrinho. Todos os outros meninos eram maiores que ele.
– Mãe, dói-me a barriga! Não posso ir à escola – dizia ele à mãe.
– Tens de ir. Respondia a mãe –senão como é que vais aprender as letras, os números, todas aquelas coisas bonitas que se aprende na escola?!
– Tens de ir – voltava a dizer a mãe.
E o menino lá ia… contrariado, a arrastar os pés, como se os sapatos tivessem sola de chumbo e não fossem as sapatilhas novas, que a mãe lhe comprara, para estrear no primeiro dia de aulas.
Chegados à escola, ele parou e olhou para o recreio, onde muitos meninos e meninas, corriam, saltavam, gritavam, riam como se a sua única preocupação fosse mover-se e comunicar-se o mais rapidamente e o mais alto que podiam.
– um bom dia para ti, meu querido! Disse a mãe. Logo venho te buscar. Gosto muito de ti. Até logo! Deu-lhe um beijo e foi embora, trabalhar.
Ele entrou na escola, ainda cabisbaixo, tentando esquivar-se dos alunos do 4º ano, que pareciam torres, ao pé dele. Fintou um, fintou outro, até chegar à parede. Respirou fundo. Foi então que ouviu um barulho, muito baixinho. Parecia alguém a chorar. Estava com um bocadinho de medo, mas a curiosidade foi maior. E lá foi seguindo, junto à parede, até encontrar a dona daquele choro. Era uma menina, pequenina como ele. Ele nunca a tinha visto lá na escola.
– Olá – disse ele. Chamo-me João. E tu?
– Olá, eu sou a Júlia – respondeu a menina, ainda com os olhos vermelhos.
– Porque estás a chorar?
– É o meu primeiro dia nesta escola, os meus pais tiveram que mudar de emprego e tivemos que deixar a cidade onde vivíamos para vir para aqui. Mas eu não queria! Tive que deixar a minha escola, os meus amigos… e recomeçou a chorar.
– Não conheço nada nem ninguém aqui! E cada vez chorava mais.
O menino deu-lhe a mão.
-Anda comigo. Vou mostrar-te a escola e apresento-te os meus amigos. Vais ver que são fixes! Não tenhas medo! E até ele ficou surpreendido por lhe terem saído da boca tais palavras. Encheu-se de coragem e de mãos dadas, lá foram eles, pelo meio dos alunos do 4º ano, que afinal agora já não pareciam torres enormes, mas meninos como ele, apenas com mais alguns centímetros!
Olá! Esta é a Júlia. É uma aluna nova, disse ele aos colegas. Olá! Quantos anos tens? Em que turmas estás? Gostas de brincar às escondidas? E saltar à corda? Ao almoço, vai ser massa com carne, sabias?! E lá foram eles, conversando, rindo, todos ao mesmo tempo, a fazer barulho e a correr, como qualquer outro grupo, de qualquer outra escola.
E tu, como te sentes na tua escola???

O menino que queria ser capitão

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chapeu


Era uma vez, um menino que sonhava ser capitão. A sua brincadeira preferida era brincar com os seus barcos, inventar batalhas e descobertas, em que ele era o grande navegador que, ora vencia as lutas com os piratas, ora descobria novos lugares, com povos desconhecidos e animais estranhos totalmente diferentes dos que ele conhecia das visitas ao jardim zoológico.
Um dia, o pai chegou a casa e disse que tinha uma surpresa para ele. O que seria?! Um novo barco da Lego, talvez um puzzle, ou seria um desses novos modelos para montar? Não sabia!
– No próximo sábado, vamos fazer uma viagem – disse o pai.
Vamos fazer uma viagem de barco!
– A sério?! Disse o menino entusiasmado.
Fixe! Que bom! Mal posso esperar!
Quando chegou o grande dia, ele estava preparadíssimo: vestia umas calças de ganga, uma camisola às riscas e um boné de marinheiro, que o seu avô lhe tinha oferecido no seu aniversário.
Quando embarcaram, a mãe disse-lhe:
– Vem sentar-te aqui, ao pé de nós.
– Não! Quero ir de pé, como um verdadeiro capitão! – disse o menino.
– Olha que só as pessoas que estão habituadas a andar de barco é que conseguem ir de pé, por vezes, quem não está habituado à ondulação, pode sentir-se mal disposto – disse o pai, que já era conhecedor destas andanças.
– Não! Eu vou em pé, agarrado à amurada! – disse o menino determinado.
– Pois então, agarra-te bem! Respondeu o pai com um sorriso divertido.
Ao fim de algum tempo, quando o barco já ia em mar alto, o menino começou a sentir uma estranha sensação na barriga, as pernas começaram a fraquejar e começou a sentir-se tonto.
– Pai! Chamou ele, não me sinto bem.
– Então anda sentar-te aqui ao nosso lado, fecha os olhos e respira fundo – disse o pai.
O menino assim fez; mas não se sentia muito melhor, quando por fim, a viagem terminou.
Depois de saírem do barco e ao fim de algum tempo a pensar, o menino disse aos pais:
– Sabem, afinal acho que já não quero ser capitão… prefiro outra profissão onde não tenha tanto balançar.
Entretanto, olha para o céu, onde passa nesse momento um avião.
– Já sei! Disse ele, muito depressa. Quero ser piloto de avião!!!
avião

As Férias…

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ferias1

Era uma vez uma menina, que não queria fazer as malas. Só queria brincar. Chegou o dia da viagem e a mãe disse à menina:
– só podes levar 3 brinquedos.
A menina ficou chateada porque queria levar mais brinquedos, jogos, bonecas, etc.
Mas como só podia levar 3 brinquedos escolheu: um balde, uma bola e uma boneca.
Quando chegou ao destino, foi para a praia e levou o balde. Estavam lá vários meninos que tinham outros brinquedos: forminhas, moinhos de areia; pás; ancinhos, etc. e viram a menina a brincar sozinha com o balde e foram ter com ela:
-queres brincar connosco? Podemos partilhar os nossos brinquedos.
-está bem, disse a menina. E juntaram-se todos a brincar e divertiram-se muito a fazer castelos na areia, formas de animais, grutas e outras brincadeiras.
À tarde a menina foi para a piscina e levou a bola. Encontrou outros meninos que estavam lá a conversar.
– Querem jogar à bola? – perguntou a menina. É mais divertido brincarmos todos juntos, do que brincar sozinha.
– Está bem – responderam eles. E lá passaram a tarde a jogar.
À noite, quando a menina foi jantar, levou a sua boneca. Encontrou lá outra menina que tinha uma boneca como ela. E enquanto esperavam pela comida, juntaram-se as duas com as suas bonecas a brincar “às mães e às filhas”.
No final do dia, quando a menina já estava na cama, a mãe perguntou-lhe:
– Então, divertiste-te muito, não foi? E como vês, não foi preciso trazer muitos brinquedos. O que é preciso é saber partilhar e fazer amigos.
– Tens razão, mãe, e amanhã vou brincar muito mais… disse a menina, já a sonhar com novas brincadeiras com os seus novos amigos.